07 outubro, 2010

O fator Arouca.

Arouca, chegou ao Santos, depois de uma passagem apagada pelo São Paulo. Veio em uma negociação, que resultou na ida do também volante Rodrigo Souto para o clube da capital. Uma negociação aliás, muito criticada. Talvez, pela forma que foi feita. O contrato do Rodrigo Souto com o Santos, acabaria em 6 meses. Arouca, tinha mais 3 anos de contrato com o São Paulo. Logo, passados 6 meses, Rodrigo Souto seria jogador em definitivo do São Paulo, e Arouca teria que voltar ao clube do Morumbi. Ou, então, o Santos teria que exercer o direito de compra do jogador, avaliado em R$ 8 milhões. E, graças ao futebol mostrado por Arouca, o Santos fez ''nascer'' esse dinheiro, e comprou seu passe.
Em um time que se tem Robinho, Ganso e Neymar, é impossível um primeiro volante, destruidor de jogadas, se destacar. Certo? Erradíssimo. Arouca, mostrou que vale os R$ 8 milhões investidos nele, e mais do que isso. Mostrou que vale muito mais que R$ 8 milhões.
Quem acompanha futebol, dificilmente vê um primeiro volante ser tão participativo no jogo. Claro, participativo, no setor ofensivo, como é o Arouca. Um primeiro volante clássico, que joga bonito, desarma na bola, sem cometer faltas, e ainda mune os meias e atacantes do time com passes precisos. Arouca, é definitivamente, essencial no time do Santos. Ainda mais agora, com a saída de Robinho, Wesley, Andre, e a contusão do Ganso. Ele, passou a ser o destaque. Os treinadores de futebol costumam dizer que todo time precisa de um pulmão, e o pulmão do Santos, tem sido o Arouca. Não somente o pulmão, mas o coração também.
Eu, fui um, dos que criticou a chegada do Arouca. Com certeza, foi a pior crítica que fiz. Se soubesse que o Arouca iria jogar 50% do que está jogando, teria ficado quieto.
Só queria entender, como ele não está na Seleção...

24 setembro, 2010

Menino Neymar.

Eu, talvez tenha sido, o maior crítico do Neymar, depois do jogo contra o Atlético Goianiense. Eu, não só eu, não valorizei o Neymar. O menino, que apesar da atitude irresponsável, tem levado o time nas costas. O menino, que errou feio, sim. Mas que depois, convocou uma coletiva se desculpando. Injustificável o erro? Talvez sim, talvez não. Tratando-se de um ser humano, de 18 anos. Enfim, eu só quero falar, que, qual de nós, seres humanos, nunca desrespeitamos alguém superior? Incluí-se pai e mãe. E, ás vezes, nem nos desculpamos. Ele, se desculpou. Por quê não, lhe dar outra chance? Ele, realmente é um monstro? Nação, nós não estamos falando do Geilson, nem do Rodrigo Tiui. Estamos falando, do autor de 33 gols em 49 jogos este ano. Estamos falando de um jogador que encantou um planeta. Estamos falando de um jogador de 35 milhões de euros. Eu, errei muito, muito mesmo em criticá-lo veementemente, da forma que critiquei. Xinguei mesmo, sem dó. E cheguei a pedir sua cabeça. Mas, foi um ato impensado. Um ato de raiva. E sabem como eu percebi isso? Quando eu vi os jornais, os programas esportivos, e não vi um Neymar sorridente. Muito pelo contrário. Eu vi, um Neymar triste. Cabisbaixo. Imaginem como está a cabeça do menino? Com o mundo fazendo piadas e criticando ele desta forma? Como se ele fosse um animal, um monstro, como estão pintando-o por aí? Bom, o intuito desse texto, não é mostrar que o Neymar é um anjo. E sim, que infelizmente, todos somos passíveis de erros. Uns mais graves, outros menos. Mas também somos passíveis de perdão. O Neymar além de tudo, é nossa jóia, e não joio. Peço, que seus críticos, também pensem desta forma e possam refletir, antes de falarem qualquer coisa sobre ele. Todos ficamos nervosos, mas passou. E que, ele, realmente mude. E coloque o sorriso em seu rosto. E no nosso também.

***este, foi um texto, que postei na comunidade do Santos, e conta com muitas postagens. Resolvi colocar pra vocês.***

07 setembro, 2010

A dor do futebol.

Bom, há tempos não vinha aqui escrever. Mas, ao ver o time do Santos jogar sem o Ganso, me deu vontade de desabafar. A tristeza tomou conta da minha parte futebolística.

O destino foi cruel com o gênio, Paulo Henrique Chagas de Lima, o Ganso. E, por tabela, cruel com o Santos. E partindo mais rpa frente, com a Seleção Brasileira. A magia, a leveza, a fineza, a beleza do futebol foi por água abaixo. O Santos está sem o seu craque. O Brasil está sem seu craque. Quem pode substituí-lo? No momento, ninguém. Assim como Pelé foi, e é único, o Ganso também vive este momento. Na atual situação em que vive o futebol, o país implora por um camisa 10. Volta, Ganso!! Volta, por que não aguentaremos por muito tempo o Marquinhos vestindo a camisa 10 do Peixe, ou qualquer outro jogador no mundo, vestindo a amarelinha! A 10 é sua, Ganso! Força, gênio!

02 julho, 2010

Procura-se o país do futebol.

Há tempos procuramos por você. Onde você está? Faz alguns anos que não o vejo. Exatamente, há 4 anos, procuramos o futebol-arte. Um cidadão, UM cidadão, nos tirou o que temos de melhor. O futebol. Seu nome? Zangado, digo, Dunga.

Alguém se lembra do Brasil, em uma Copa do Mundo, com tantos volantes? Com um camisa 10 pipoqueiro? E um camisa 9 mais ainda?

Luis Fabiano não é jogador pra Seleção Brasileira. Estamos falando de Brasil, não de União Soviética.

E o Kaká? Camisa 10? Eu, particularmente, nunca vi um camisa 10 tão fresco, tão escondido, tão medroso que nem o Kaká.

Parabéns Dunga, você jogou uma nação por água abaixo. Sua teimosia e burrice fizeram milhões de brasileiros ás lágrimas.

Pense nisso.

22 junho, 2010

Dunga ou Zangado?

No último domingo, dia 20, o técnico Dunga, como de costume, atacou gratuitamente o comentarista Alex Escobar da Rede Globo de televisão. Com palavras de baixo calão, o técnico da Seleção Brasileira, ofendeu o jornalista, colocando á prova, sua capacidade de analisar.

Primeiro, para estar no mundo do futebol, você tem, no mínimo, que estar preparado para todo o tipo de crítica, seja ela construtiva, ou não. O Dunga, por várias vezes, já mostrou que não possui essa capacidade de acatar todas as opiniões. É fato, que o jornalismo esportivo, aqui no Brasil, sempre pegou no seu pé, mas como um comandante da melhor seleção do mundo, ele é obrigado a se controlar.

Estamos em época de Copa do Mundo, é hora de todos os brasileiros se unirem. Todos, sem exceção, formar uma famílila, torcendo sempre para o Brasil voltar com a taça. Pelo menos, deveria ser assim. O que deveria ser união, acaba em guerra. E tudo isso causado por um treinador, que julga-se o dono do Brasil. Dunga, a seleção é de todos nós, e não sua. Enquanto você for essa pessoa rabugenta, jamais será considerado ideal por esta nação. A humildade, também é uma virtude do ser humano.

Pense nisso.

16 junho, 2010

Soprem as cornetas.

Sim, um jogo já me basta pra dizer isso!

O jogo era contra a Coreia. E não era nem a do Sul. Era a do Norte!! Pra quê Felipe Mello e Gilberto Silva? Eis a resposta.

Você, Dunga, não levou o verdadeiro Brasil pra África. O que você levou, foi um monte de seguidor seu. O Brasil não vive de Josué, de Julio Batista, de Grafite, de Kleberson. Tão pouco, de Felipe Mello e Gilberto Silva. Cadê o futebol arte? Cadê, Dunga? O Ronaldinho, o Ganso e o Neymar não nasceram pra ver Copa do Mundo pela TV, não. Mas, pra você, que como jogador, foi um volante bem sistemático, essa seleção realmente está á sua altura.

Basta olharmos para o lado. Espanha, Argentina, Inglaterra e Alemanha só pra começar.

Xavi, Iniesta, Villa, Fernando Torres, Pedro, David Silva são sinônimos de futebol bonito pela Espanha. Pela Argentina, Messi, Tevez, Di Maria, Verón, Maxi Rodriguez dão um toque de magia à cada passe dado. Rooney, Gerrard, Lampard dispensam comentários no ''English Team''. Na Alemanha, Ozil, Podolski, Klose já mostraram na primeira rodada o que é futebol arte. Isso sem falar de astros como Cristiano Ronaldo, Didier Drogba, Samuel Eto'o e cia. Agora...e o Brasil? Quem é o protagonista do show? Kaká? Luis Fabiano? Poderiam ser, mas não estão nem perto futebol que conhecemos deles. Sobra o Robinho. Esse sim, um símbolo do futebol brasileiro. Abusado, canelas finas e rápidas, que esbanjam ousadia e categoria. Só há um problema. Infelizmente, temos um Robinho, apenas. É muito pouco, professor!

Agora, já ficou tarde pra exigir mudanças. Se sair o Kaká, entra o Julio Batista. Se sair o Luis Fabiano, entra o Grafite. Se sair o Felipe Mello, entra o Josué.

Pois é Dunga, espero que sejamos campeões, mas com esse futebolzinho...

09 maio, 2010

Moradores de rua

Saia da sua casa. Dê uma volta na rua. Olhe para os lados. Você não tem pena? Você é melhor do que aquele que vive na calçada? Por quê? Por que, você veste-se melhor? Por que você, se alimenta melhor? Por que, você tem mais dinheiro?

Se você pensa assim, tenha certeza de uma coisa. Você é o inferior da história. Talvez, esses moradores de rua não têm onde morar, nem o que comer, e muitas vezes, nem o que fazer. Mas, todos têm o seu valor. Mais do que bem material, eles possuem sentimento. Possuem um coração, que você, esnobe, não têm. O que você acha? Que elas gostam de estar nessa situação? A culpa de pessoas viverem nessas condições, claro, não é toda sua. Mas você, que nega uma ajuda, contribui para isso, sim! Nem todos tem condições de ajudar, mas os que têm, se negam. Dizem não, para quem quer uma oportunidade. Ou, um prato de comida.

O Brasil, tem vergonha de você, que não tem capacidade de ajudar, e não daquele que precisa de ajuda. Você sim, é o covarde.

04 maio, 2010

O clássico da multidão

Corinthians e Flamengo vão fazer, aquele que está sendo chamado de ''jogo do ano''. Um clássico que mexe com o país inteiro. Claro, são os dois times de maiores torcida. Mas, será, que é o ''jogo do ano'' mesmo? O que se espera é um jogo truncado, feio de se ver. A verdadeira espera, não é pra se ver o futebol. E sim, pra ver o que vai acontecer quando um dos dois caírem fora da Libertadores. Em caso de eliminação, uma crise enorme iria se instalar no Corinthians. Ronaldo, já não seria mais Ronaldo. Roberto Carlos já não seria Roberto Carlos. E o pior de tudo. O Corinthians não seria mais Corinthians.

Neste ano de centenário, muito se espera de um time que tem grandes jogadores, mas que ultimamente, joga como time pequeno. Agora, o Ronaldo, deve estar sentindo o que é o Corinthians. Quando ganha está tudo muito bem, obrigado. Mas quando vem as derrotas, a fiel torcida, se tranforma no pior inimigo do time. O verdadeiro adversário do Corinthians, é a sua torcida. O Flamengo, é mero detalhe. Essa história de ''e nunca vou te abandonar'', é pura fachada. Quando o time precisa de apoio, a torcida pressiona. A torcida corinthiana é bonita, mas quando o time está bem. Edilson, Paulo Nunes e Tevez que o digam.

Palmas para o futebol arte

O Campeonato Paulista chegou ao seu final premiando o melhor time. A arte venceu a ''brucutagem''. Os Meninos da Vila, provaram que o futebol misturado com a alegria, dá certo. E muito. Ganso, Neymar, Robinho e cia deram show, encantaram todos os amantes do futebol. Seria muita injustiça o troféu não pousar na Vila Belmiro. Isso fica de lição, á aqueles que preferem o time recheado de volantes e zagueiros. O futebol bonito, nem sempre é premiado, mas com certeza é mais vistoso. Vale a pena todos os times seguirem o exemplo do Santos.

PARABÉNS SANTOS FUTEBOL CLUBE, PELO SERVIÇO PRESTADO AO FUTEBOL.

26 abril, 2010

Santos na Copa do Mundo

Parece absurdo, mas se você, leitor, olhar pelo lado futebolístico da coisa, não é. Qual time hoje, é capaz de bater o Santos Futebol Clube? Infelizmente, nenhum. O Santos, hoje, não é o melhor time que já existiu, mas o nível está tão baixo no futebol atual, que me leva achar que mandar esse time inteiro pra África do Sul, não seria tão fora do comum. Ganso, Neymar, Robinho, Wesley, André, Arouca, Marquinhos encantam o mundo. Que tal uma seleção Brasileira com: Felipe, Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos e Ganso; Robinho, André e Neymar. Todos comandados por Dorival Junior. Será que esse time não joga mais que uma seleção que tem jogadores como Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué, entre outros?
Olha, pessoal, lógico que é uma brincadeira, mas cá entre nós, que seria muito mais bonito que o atual time do Brasil, ah, isso seria!

18 abril, 2010

Mônica e Magali.

Hoje pela manhã, estava lembrando com um misto de alegria e tristeza, dos meus primeiros animais de estimação. Alegrias, pelos momentos de risadas, trapalhadas, bobagens. E triste, por que, infelizmente, já se foram.

Era começo de noite, e estávamos no carro, eu, minha mãe, e minhas duas irmãs. Todos, voltando do dentista. Tudo estava normal, quando de repente, passa uma senhora com um filhote de cachorro, enrolado em um cobertor. Para nossa surpresa, ela nos oferece o pequeno animal. Como vocês sabem, haviam três crianças no carro, e claro, insistimos muito para minha mãe comprá-lo. Ela ainda tentou lutar contra nossa vontade, mas acabou cedendo. Assinou um cheque, que por sinal, eu não me recordo o valor. E foi assim! Pela primeira vez na vida, eu tinha um animal de estimação!
Quando desenrolamos a coberta daquele pequeno ser, vimos que se tratava de uma Pinscher fêmea. Era tão pequena, que dava até receio de machucá-la. Colocamos a pequena cachorra no banco de trás do carro, que acabou fazendo xixi lá mesmo. Pois é, era pequena mas já dava mostras do trabalho que iria dar. Bom, colocamos um pano, e seguimos nossa viagem até em casa. Quando chegamos, demos o nome de Mônica. Não sei ao certo o significado, o que levou ela ter esse nome, mas já estava decidido. Nas primeiras noites em nossa casa, Mônica passou no banheiro, e é claro, chorando muito, sentindo falta da mãe. Um sufoco nas primeiras semanas. Mas o tempo foi passando, e ela se acostumando.
A pequena Mônica, tinha latidos ardidos, e fazia sujeira por toda a casa. Tudo valia a pena, por que ela era o xodó, o novo amor da casa. Isso estendeu-se por uns dois anos, até chegar a Magali!
A Magali, veio através de um companheiro de trabalho da minha mãe. Uma pequena pastora alemã, que parecia um urso de pelúcia quando chegou em casa. Agora tínhamos duas coisas minúsculas pra dividir atenção em casa! A Mônica e Magali. É, eu não via a hora de voltar o mais rápido possível pra casa, todos os dias, para poder ficar com essas cachorras. A Mônica, obviamente, estranhou a presença da Magali no início, mas aos poucos foi se adaptando com ela. De uma forma, incrível. As duas já não viviam separadas. Comiam juntas, dormiam juntas. Até que um dia, passou alguém, atravessou o braço pelo nosso portão e levou a Mônica. Tomaram de nós, não só a cachorra. Mas a alegria, o sorriso, o amor. Como alguém pôde fazer isso!? Acabaram com uma parte de nós, que, apesar de ser um animal, já fazia parte da família. Era essencial a sua presença. O mais triste dessa história, era ver a expressão de tristeza da Magali. Ela passou dias sem colocar um pingo de ração na boca.
E assim, terminou a trajetória da Mônica, em nossa família. Nunca mais a vimos, nem obtivemos notícias a seu respeito. Todos em casa sentiram a perda daquela Pinscher que conseguia ser insuportável e indispensável ao mesmo tempo. Sobrou apenas a Magali. Que jamais, se acostumou com a presença de outro animal! Tivemos gato atrás de gato, mas sempre, cada um no seu canto. Um em cada lado da casa, sempre separados por uma porta. E a Magali era assim, uma cachorra incrivelmente amável,. Adorava lamber, pular, latir. Cada vez que via alguém era sempre a mesa reação. Uma mistura de alegria com mais alegria ainda! Balançava o rabo pra todo ser humano que cruzava o seu caminho! Só tinha tamanho, por que jamais mordeu alguém, ou protegeu nossa casa de ladrão. na verdade, ela assustava, por que latia demais, mas nada além disso. Até brincávamos com a situação, dizendo que era perigoso ela dar a chave de casa pra algum ladrão. E assim fomos indo, até que se passaram anos e anos. E a idade já havia chegado pra Magali. Depois de anos fazendo bagunça pela casa, a Magali já não aparentava a mesma alegria. Mesmo assim, quando nos avistava, tentava esboçar uma alegria. Contra a idade não há o que fazer. Aquela bolinha de pêlos que chegava em casa há 15 anos atrás, estava cansada. Já não tinhas mais forças pra lutar. Cada vez que olhava aquele carinha triste, eu me controlava pra não chorar. Tentamos de tudo. Remédios, tratamentos. Mas, realmente, não dava mais. O veterinário infelizmente disse que pra acabar com o sofrimento dela, só com o pior método possível. O sacrifício. Era outro forte golpe no coração de todos em casa. E, numa tarde de terça-feira, assim aconteceu. O carro do veterinário veio levar embora, mais um pedaço desta família. Dei-lhe um último abraço, e uma lágrima muito profunda caiu de meus olhos e escorreu entre seus pêlos. Que cena triste. Você olhando sua cachorra ir embora, sem poder fazer nada, e sabendo que ela estava há poucas horas da morte. Mas, no fundo, sabíamos que era a melhor escolha. Era melhor não ter, do que ter e a ver sofrendo.
E foi assim, esta rápida passagem dessas duas alegrias em nossas vidas. Uma saudade imensa ainda toma conta de mim. E pelo jeito, sempre tomará.

Relacionamentos.

Olha, quem me conhece sabe muito bem o que eu sempre dizia: '' Namorar? É besteira, vou curtir minha vida até os 30 anos de idade! '' Mas a cada golpe que você toma na vida, você percebe que as noitadas, as ''pegações'', isto sim, são bobagens. Claro que é divertido, e tudo mais. Mas de que adianta, você beijar dezenas de mulheres em uma noite, se ao acordar, você olhará para o lado e estará sozinho? De que vale, você ter algum problema e não ter com quem compartilhar? Não ter um ombro pra chorar? Pra desabafar? E as alegrias? Você as curte sozinho, também? Gente, eu estou começando a mudar. Será que isso é um amadurecimento?

Pense nisso.

15 abril, 2010

Show, show, show!

Mais um show dos meninos da Vila! Uma vitória pra todos os gostos! Teve dança, teve aniversário do Santos, teve artilheiro da noite, teve gol com paradinha, teve festa! Todo final de frase dessa postagem deveria terminar com um ponto de exclamação! Desculpa gente, mas 8 a 1, eu nem tenho o que dizer.

E, aí, Luxemburgo?


Olha, imaginava que já tinha visto todos os tipos de hipocrisia, mas as últimas palavras do técnico Vanderley Luxemburgo, realmente foram o cúmulo. Este mesmo senhor, que há tempos atrás afirmou que as categorias do Santos Futebol Clube não prestavam, vem dizer que é o formador desse time?? Não é á toa que está em uma visível decadência no futebol mesmo. O mesmo Luxemburgo, pentacampeão brasileiro, muitasvezes campeão paulista, da Copa do Brasil, é o mesmo Luxemburgo, que hoje, penou para conseguir um clube. Como uma base que tinha Neymar, Ganso, André, Breitner, Alan Patrick, entre outros, pode não prestar? Presta atenção Luxemburgo, Santos é o maior time do mundo. Mais respeito.

13 abril, 2010

E o Palmeiras, hein?

Hoje pela manhã, estou tomando meu café, como já é de costume, quando abro o jornal e leio: Palmeiras ainda sonha com Kleber e Valdivia. Olha, que são dois bons jogadores, ninguém duvida. Mas, peraí. Esse é o sonho do Palmeiras? Já está na hora do Palmeiras voltar a ser grande. Um time que já teve Rivaldo, Ademir da Guia, Dudu, Zinho, Alex, Evair, Edmundo e mais uma dezena de craques, não pode ficar sonhando com Kleber e Valdivia. Time grande, tem que almejar coisa grande. Tem que sonhar com jogador grande. Enquanto o Corinthians foi buscar o Ronaldo, o Santos foi buscar o Robinho, o Flamengo foi atrás do Adriano, o Fluminense do Fred, todos jogadores campeões, o Palmeiras, vai atrás de Kleber? Vai atrás de Valdivia? É, Palmeiras. Tá na hora de acordar. Enquanto não mudar os pensamentos, vai cada vez mais, ficando para trás dos outros grandes. Uma pena.

12 abril, 2010

Tragédia no Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro é conhecido como a cidade maravilhosa. O Leblon, Copacabana, Ipanema, o Pão de Áçucar encantam turistas do mundo inteiro. Pois é. Tinha tudo pra ser a cidade maravilhosa mesmo. Mas, por quê não é? Infelizmente, o Rio, se transformou em um ponto de guerra. São centenas de policiais invadindo morros, e matando milhares de pessoas. Sejam elas, culpadas ou inocentes. Tráfico de drogas, roubos, mortes. Isso tem sido o ponto alto do Rio. Mas, o que realmente chocou o munbdo inteiro, foi a queda dos morros e os milhões de pessoas afetadas por causa das chuvas. Meu Deus, precisava chegar a esse ponto? Nenhum político sabia que na área dos lixões havia risco de desabamento? E agora? Como fica a população? Onde vão se abrigar? É lamentável. E agora? De quem é a culpa? A culpa, na verdade, é de todas as partes envolvidas. Tanto dos moradores, quanto dos políticos. Todos devem ter noção do risco que se corre, ao querer fazer algo que mexe com a estrutura da natureza. Os moradores, deveriam saber que lá havia um risco grande de desabamento. E o governo, deveria ter vetado a construção de casas naquela área. Agora, as duas partes terão prejuízo. Enquanto não tiver a conscientização da população, e o comprometimento das autoridades, não só o Rio de Janeiro, mas todas as cidades brasileiras, vão ser essa bagunça, que infelizmente, já são.

Quadrangular emocionante!

As semifinais do Campeonato Paulista, começaram com tudo! São Paulo e Santos, Grêmio Prudente e Santo André fizeram dois grandes jogos. Não é por acaso que estão nas finais do torneio.

No clássico, um jogaço! Digno de Sansão! O Santos não abriu mão do seu trio de ataque, mesmo jogando no Morumbi. O São Paulo também veio jogando em um falso 4-3-3, com Washington enfiado na área, e Dagoberto e Marlos abertos pelas pontas, mas voltando pra fechar o meio. Com as duas equipes armadas assim, era de se esperar um jogo ofensivo de ambas as partes. E foi isso que aconteceu. O Santos tomou a iniciativa da partida, e foi pra cima do São Paulo, que parecia acuado e assustado com a velocidade dos atacantes do Peixe. Não demorou muito, e aos 26 minutos em uma jogada pela ponta esquerda, Léo recebeu um passe de Neymar e bateu cruzado. Junior Cesar, na tentativa de tirar a bola, acabou marcando contra. Aos 33 mintos, Marlos que já tinha amarelo, fez falta em Robinho e foi expulso. Parecia ataque contra defesa, e aos 40 minutos o Santos como de costume, dançou. André, faz mais um, e dá-lhe coreografia dos meninos da Vila! É festa? Jogo ganho? Outra goleada á vista? Pois é, mas esqueceram de avisar o São Paulo. Na volta do intervalo, o técnico Ricardo Gomes tirou Washington pra entrada do lateral Cicinho. Talvez, uma tentativa de não tomar mais gols. Mas foi uma jogada de mestre. Cicinho, fechava pela direita, auxiliando o menino Jean, e o São Paulo veio pra cima em uma jogada individual de Hernanes, que livrou-se de dois marcadores, e bateu no canto do goleiro Felipe, diminuindo a vantagem do Santos. E não parou por aí. Cicinho realmente mudou o jogo. Cruzou uma bola com perfeição, na cabeça de Dagoberto, que livre de marcação, mandou mais uma bola pra dentro do gol do Santos. Era o empate! A exemplo do que havia acontrecido contra o Palmeiras, o Santos abre uma vantagem e permite o empate. Parecia definido, jogo empatado e decisão na Vila Belmiro. Mas ninguém contava com o zagueiro Durval, que em uma jogada típica de Robinho, Ganso ou Neymar, levou pra linha de fundo, driblou o marcador e sofreu a falta. Na cobrança de Madson, bola na cabeça dele. Dele quem? André? Robinho? Ganso? Não. Durval! Ele mesmo! Quem diria, Durval decidiu o clássico. Final de partida no Morumbi com vitória do Santos, que ampliou ainda mais sua vantagem. Agora, pode até perder por um gol de diferença que vai á final do Paulistão 2010.

No outro jogo, Prudente e Santo André, que se enfrentaram em Presidente Prudente, também mostraram o por quê, de serem semifinalistas do campeonato. Aos 41 minutos, Diego, abriu o placar para os donos da casa, depois de boa jogada ensaiada na falta cobrada por Marcos Assunção. No início do segundo tempo, Branquinho aproveitou o chute do bom atacante Rodriguinho, para empatar o jogo. O gol do Santo André deu ânimo para os seus jogadores, e assustou o time do Grêmio Prudente, que logo aos 12 minutos, tomou a virada. Falta cobrada por Carlinhos, que acabou defendida pelo goleiro Márcio, mas no rebote, Rodriguinho, oportunista como sempre, mandou pra dentro. O Prudente, até tentava alguma coisa, mas não deu. Final de jogo e o Santo André venceu, ficando muito perto do Estadual mais difícil do Brasil.

24 março, 2010

G10VANNI

Gênio. Mito. Incontestável. Ídolo. Ou se você preferir, Giovanni.
Giovanni Silva de Oliveira, chegou ao Santos em 1994, aos 20 anos, depois de ser descoberto na cidade de Belém, no Pará. Um jovem humilde, tímido, onde mal davam pra entender as suas entrevistas. Quem diria que um garoto, que por sinal era gago, conquistaria milhões de corações santistas em tão pouco tempo? Pois é. Mais do que conquistou, ele fez todos se apaixonarem ainda mais por esta camisa. Giovanni, reascendeu a chama que estava quase se apagando por dentro de nós. Tanto tempo sem ver um título. Tanto tempo sem ver um time tão fascinante! A cada jogo, um espetáculo. A cada gol, uma emoção. Aquele time de 1994/1995, comandado pelo Messias, como é até hoje chamado pelos santistas, era algo indo de se ver. E o Brasileiro daquele ano, quase veio. Faltou pouco. Faltou um gol. Faltou um juíz decente. Marcio Rezende de Freitas, acabou com o sonho de milhões de torcedores de ver o Santos campeão pela primeira vez do Campeonato Brasileiro. Por causa de um erro, uma nação foi por água abaixo. Giovanni e cia, saíram indignados do Pacaembu. Como pode, um juíz acabar com um trabalho tão bonito? Como? Até hoje, procuramos respostas.
Terminado o ano de 1995, Giovanni se despedia do Santos Futebol Clube, por conta de uma proposta muito alta do Barcelona (naquela época, era um valor alto). Saiu sem ao menos ter conquistado um título. Triste. Muito triste. Um ídolo, aclamado pela torcida, sair sem ter ganho nada. Nada. A não ser, o coração de todos os santistas espalhados pelo mundo. E isso, fez com que ele sempre tivesse o sonho de retornar, para dar essa alegria a nós. Depois de passagens por Barcelona, Olympiakos, entre outros, o Messias voltou ao Peixe, em 2005. Voltava para jogar com Robinho, outro ídolo desta nação. Que sonho ver Robinho e Giovanni no mesmo time! Era um presente dos deuses da bola! Coisa linda de se ver.
Giovanni, retornou jogando muita bola! Nem parecia que estava prestes a completar 35 anos. Parecia aquele menino de 23 anos que encantou o mundo vestindo a camisa 10 do Rei Pelé. Cada passe, cada drible, cada gol! Todos sentíamos que ele havia voltado para nos dar um título. Tínhamos essa certeza! Pois é. Mas, mais uma vez, a arbitragem roubou-nos este sonho. Em um jogo válido pela Brasileirão de 2005, Giovanni deita e rola, e o Santos vence o Corinthians por 4 x2. Mas, um esquema de arbitragem, fez o jogo ser anulado. Quanta injustiça com o Messias! A partir daí, Giovanni pareceu machucado, judiado pelo futebol. Parecia não sentir mais prazer em jogar. A tremenda sacanagem que fizeram, mexeu com sua cabeça. G10 não era mais o mesmo. O Santos, infelizmente, acabou nas posições intermediárias daquele campeonato. Lutando pra não cair. Que triste hein, Messias.
Mas, o ano de 2006 estava aí. Todos ansiosos, esperando pela magia de Giovanni novamente. Mas...o que houve desta vez? Em um ato de covardia, Luxemburgo e Marcelo Teixeira, dispensam um dos maiores ídolos da história do Santos. Trataram-no como se fosse um jogadorzinho qualquer. Que falta de agradecimento por um gênio que só não fez chover no Santos. E Giovanni foi embora assim, pelas portas dos fundos. Recebeu propostas de outros times garndes, mas afirmou e reafirmou quantas vez foi necessário, que no Brasil, a única camisa que ele defendia, era a do Santos Futebol Clube. Uma prova de amor á camisa. Uma prova, que Giovanni, é simplesmente, Giovanni. Desde então, o Messias perambulou por times sem expressão. Somente para manter a forma. Ele sabia, que um dia voltaria ao Peixe. Os deuses do futebol, não nos desapontariam. Pelo bem de todos.
No ano de 2010, o Santos mudou a sua diretoria, e enfim, Giovanni, teve seu valor reconhecido. Está na sua terceira passagem pelo clube que tanto ama. Agora ele espera, conquistar o tão sonhado título com essa camisa. Não só ele. Todos nós esperamos. E engana-se quem pensa que a era Giovanni vai acabar quando ele for embora. Ele já deixou um discípulo. Chamado Ganso. Paulo Henrique Ganso.
Uma humilde homenagem ao meu maior ídolo. G10.

23 março, 2010

A. C Truco'Z.

Deixarei postado aqui, a minha forma de ver, pensar e analisar o time do A. C Truco'Z, que por sinal eu faço parte.
Quando ''o bicho pega'', é que separamos os meninos dos homens. Isso ficou evidente no último domingo, dia 21. O adversário, era o Nova Era, um time completo, em que todos os setores do time, funcionaram. Por outro lado, o A. C Truco'z, se mostrava perdido, envolvido nos toques rápidos do oponente. Desde o início da partida, era fácil perceber que o A. C Truco'z não ganharia o jogo. Falhas na marcação, nervosismo na hora de finalizar e a falta de precisão nos passes foram cruciais para a derrota. Aos 5 minutos de partida, parecia que estava decretada uma goleada. Os jogadores não se entendiam em quadra, discutiam entre si, culpavam uns aos outros, enfim, problemas e problemas. O A. C Truco'Z é marcado pela sua gana de vencer, mas também, pelo ego de seus atletas. Falta humildade para o time. E um pouquinho de futebol também. É um jogador querendo ser melhor que o outro, reclamando na hora de ser substituído, deixando de dar passe pra gol pra tentar fazer o seu, discutindo com o juíz e esquecendo de jogar bola. Um time que quer ser campeão, não pode ter essas atitudes.

22 março, 2010

Que time é esse?

Nesta minha primeira postagem, eu não poderia deixar de falar do Santos Futebol Clube. Sabe, que vendo este time maravilhoso jogar, eu não sinto falta de não ter visto o Rei Pelé jogar. Meu pai sempre dizia, principalmente, quando o Santos perdia, que bonito era ver o Pelé, Coutinho, Pepe e cia deitarem e rolarem sobre os adversários. Atualmente, ele não diz mais nada. E por quê será? Por que o Neymar ou talvez o Ganso, sejam melhores que o Rei? Tenho plena certeza que não. A verdadeira explicação, é que esses meninos, recuperaram o gosto das pessoas de mais idade, e que tiveram a oportunidade de acompanhar aquele time mágico, de ver novamente futebol. Há quanto tempo não se via um 10X0, um 9X1 em competições oficiais? É, Meninos da Vila, eu tenho que me render aos pés de vocês. Aliás, todos têm.
O que dizer sobre os passes magestrais do Ganso? O que argumentar contra os dribles desconcertantes do Neymar? O que falar sobre os gols do André? Tantas perguntas, que com certeza, todos sabem as respostas. As respostas são as mesmas para todas as peguntas. A resposta é nada. Não há o que argumentar. Não há o que criticar. Esses meninos deixam todos em silêncio. Todos perplexos. Não se pode descrever o sentimento de cada torcedor neste caso.
Fazia tempo que não se via um futebol tão lindo, mágico, fabuloso. Um futebol que faltasse adjetivos. Obrigado, meninos.