Gênio. Mito. Incontestável. Ídolo. Ou se você preferir, Giovanni.
Giovanni Silva de Oliveira, chegou ao Santos em 1994, aos 20 anos, depois de ser descoberto na cidade de Belém, no Pará. Um jovem humilde, tímido, onde mal davam pra entender as suas entrevistas. Quem diria que um garoto, que por sinal era gago, conquistaria milhões de corações santistas em tão pouco tempo? Pois é. Mais do que conquistou, ele fez todos se apaixonarem ainda mais por esta camisa. Giovanni, reascendeu a chama que estava quase se apagando por dentro de nós. Tanto tempo sem ver um título. Tanto tempo sem ver um time tão fascinante! A cada jogo, um espetáculo. A cada gol, uma emoção. Aquele time de 1994/1995, comandado pelo Messias, como é até hoje chamado pelos santistas, era algo indo de se ver. E o Brasileiro daquele ano, quase veio. Faltou pouco. Faltou um gol. Faltou um juíz decente. Marcio Rezende de Freitas, acabou com o sonho de milhões de torcedores de ver o Santos campeão pela primeira vez do Campeonato Brasileiro. Por causa de um erro, uma nação foi por água abaixo. Giovanni e cia, saíram indignados do Pacaembu. Como pode, um juíz acabar com um trabalho tão bonito? Como? Até hoje, procuramos respostas.
Terminado o ano de 1995, Giovanni se despedia do Santos Futebol Clube, por conta de uma proposta muito alta do Barcelona (naquela época, era um valor alto). Saiu sem ao menos ter conquistado um título. Triste. Muito triste. Um ídolo, aclamado pela torcida, sair sem ter ganho nada. Nada. A não ser, o coração de todos os santistas espalhados pelo mundo. E isso, fez com que ele sempre tivesse o sonho de retornar, para dar essa alegria a nós. Depois de passagens por Barcelona, Olympiakos, entre outros, o Messias voltou ao Peixe, em 2005. Voltava para jogar com Robinho, outro ídolo desta nação. Que sonho ver Robinho e Giovanni no mesmo time! Era um presente dos deuses da bola! Coisa linda de se ver.
Giovanni, retornou jogando muita bola! Nem parecia que estava prestes a completar 35 anos. Parecia aquele menino de 23 anos que encantou o mundo vestindo a camisa 10 do Rei Pelé. Cada passe, cada drible, cada gol! Todos sentíamos que ele havia voltado para nos dar um título. Tínhamos essa certeza! Pois é. Mas, mais uma vez, a arbitragem roubou-nos este sonho. Em um jogo válido pela Brasileirão de 2005, Giovanni deita e rola, e o Santos vence o Corinthians por 4 x2. Mas, um esquema de arbitragem, fez o jogo ser anulado. Quanta injustiça com o Messias! A partir daí, Giovanni pareceu machucado, judiado pelo futebol. Parecia não sentir mais prazer em jogar. A tremenda sacanagem que fizeram, mexeu com sua cabeça. G10 não era mais o mesmo. O Santos, infelizmente, acabou nas posições intermediárias daquele campeonato. Lutando pra não cair. Que triste hein, Messias.
Mas, o ano de 2006 estava aí. Todos ansiosos, esperando pela magia de Giovanni novamente. Mas...o que houve desta vez? Em um ato de covardia, Luxemburgo e Marcelo Teixeira, dispensam um dos maiores ídolos da história do Santos. Trataram-no como se fosse um jogadorzinho qualquer. Que falta de agradecimento por um gênio que só não fez chover no Santos. E Giovanni foi embora assim, pelas portas dos fundos. Recebeu propostas de outros times garndes, mas afirmou e reafirmou quantas vez foi necessário, que no Brasil, a única camisa que ele defendia, era a do Santos Futebol Clube. Uma prova de amor á camisa. Uma prova, que Giovanni, é simplesmente, Giovanni. Desde então, o Messias perambulou por times sem expressão. Somente para manter a forma. Ele sabia, que um dia voltaria ao Peixe. Os deuses do futebol, não nos desapontariam. Pelo bem de todos.
No ano de 2010, o Santos mudou a sua diretoria, e enfim, Giovanni, teve seu valor reconhecido. Está na sua terceira passagem pelo clube que tanto ama. Agora ele espera, conquistar o tão sonhado título com essa camisa. Não só ele. Todos nós esperamos. E engana-se quem pensa que a era Giovanni vai acabar quando ele for embora. Ele já deixou um discípulo. Chamado Ganso. Paulo Henrique Ganso.
Uma humilde homenagem ao meu maior ídolo. G10.